sexta-feira, 16 de maio de 2014

Berlin

Eu decidi ir a Alemanha e República  Tcheca, quando vi umas passagens absurdamente baratas de avião, partindo de Zürich. Os voos não eram assim para os lugares mais centrais, mas eram um bom caminho para que eu pudesse visitar lugares um pouco mais distantes de Zurich, como Berlin e Praga, para onde ir de trem não é tão rápido e nem tão barato. Assim eu fiz. Nosso voo iria até Leipzig e de lá pegaríamos o trem para Berlin. A viagem duraria em torno de uma hora.

Desde a compra da passagem, eu já estava nervosa. Como se não bastasse o nervosismo usual inevitável que sempre bagunça meu estômago quando vou voar, dessa vez ainda tinha que lidar com o fato de andar num avião minúsculo, de  hélice, com menos lugares do que um ônibus. Eram apenas três lugares por fileira e, logicamente, uma comissária para todos os passageiros. Meu pai me tranquilizou bastante, disse que já voou muuuuuito naquele avião, que adorava, que realmente se sentia voando. Aff... mas eu não queria me sentir voando! Prefiro pés no chão! Felicidade pra mim é andar de trem e pronto. Mas não tinha jeito, lá estávamos nós embarcando naquele micro-ônibus voador. Outro alerta do meu pai foi para que eu não me assustasse com as turbulências  nesse avião, porque, por ser menor, ele sacode mais. Eita, porra! Mais essa!! 

Mas eu fui. A poltrona era bem confortável, estilo primeira classe. Antes da decolagem, sabe-se lá porque, até agora não entendi como, eu caí no meio do avião, em frente a minha cadeira, quando fui pegar algo na mochila. Caí sentada. Mais um episódio de tombo na minha vida. Estou ficando cada vez mais ousada. Depois do tombo, sentei no meu lugar pra só levantar quando chegássemos. As hélices foram ligadas e estavam bem do lado da minha janela, fazendo um barulhão. Daí voamos.  E foi tudo mais tranquilo do que eu poderia esperar. Nem uma tremidinha sequer. Apesar do medo por saber que estava voando num avião de hélice, poucas vezes tive um voo tão tranquilo. Chegamos bem. Agora era só curtir a viagem. Preocupação com avião só na volta.

O mais legal da chegada de trem a Berlin é que assim que você sai da Banhof, já dá de cara com a torre da Alexanderplatz, a cúpula do parlamento e um pedacinho do Portão de  Bradenburg. Nada mais motivante pra um turista do que já se localizar de cara numa cidade. Eu sugeri, já que não estávamos com muito peso, apenas bagagens de mão, que fôssemos até o parlamento tentar conseguir entradas para visitar a cúpula. A entrada era  gratuita, mas as reservas pela internet estavam esgotadas. Eu mandei um email para a organização e eles me avisaram que era possível conseguir tickets no próprio local. 




Entramos numa fila não muito grande, num container branco ao lado do parlamento. De acordo com o visor do lado de fora, haveria tickets suficientes para o dia e hora que quiséssemos. Embora a fila estivesse pequena, andava bem devagar, porque, dentro do container, soubemos depois, eles anotavam vários dados de cada visitante. Não bastasse a lentidão, ainda tivemos que aturar gente furando fila. Uma situação um quanto vergonhosa, onde um pai lenhador de 2 metros de altura incentivou o filho de uns treze anos se enfiar na fila disfarçadamente, para depois vir a família inteira junto. Quando finalmente chegou a nossa vez, depois de mais de uma hora, decidimos pelo último horário do dia seguinte, que seria às 21:45. A primeira intenção era não comprometer o dia, já que nem tudo se pode fazer depois que o sol vai embora. Mas, além disso, achamos que poderia ser legal ver a cidade toda iluminada.

Depois de deixarmos nossas coisas no hotel, fomos passear um pouco e comer alguma coisa. Fomos ao portal do elefante, onde é a entrada do Zoológico, que estava fechado àquela hora. Dali caminhamos até a praça onde eles mantém uma igreja bombardeada, com a ponta da torre destruída, a Kaiser Wilhelm Memorial Church. Ali eu comecei a perceber o que seria mais marcante em Berlin sob o meu ponto de vista. Eu andava por ali, pensando que a cidade estava, há não muito tempo atrás, completamente destruída pela guerra. Segundo o que havia lido, muitos pontos bombardeados ficaram muitos anos sem serem reconstruídos, o que me faz pensar o clima hostil que deveria ficar sempre presente. Isso deve fazer também com que a memória do que aconteceu não seja nunca apagada, talvez como uma ferida aberta.

 


Filosofias baratas a parte. Paramos naquela praça bombardeada para comermos. Havia vários quiosques vendendo diferentes tipos de comida. Optamos mais uma vez pelo macarrão. Fiquei passando mal depois de uma caixinha cheia, mas mesmo assim pegamos o ônibus e fomos até a Berlin Victory Column. Eu estava me sentindo muito mal a essa altura. Sentei um pouco nas escadinhas, enquanto os outros iam tirando fotos. Uns minutos depois, resolvemos descobrir como poderíamos subir a torre. Como não tinha elevador, meus pais desistiram. Eu e Dani não. Antes de subir as escadas, passamos por umas salinhas muito legais, onde eles mantém miniaturas dos principais monumentos da Alemanha e da Europa. Aí resolvemos subir. O negócio era alto, mas muito amigável, com um banquinho para descansar a cada andar. Eu ainda estava passando mal, por causa do macarrão e, vejam só, tive que parar em um dos banquinhos para descansar. Mas consegui chegar lá em cima no fim das contas. No topo, o espaço era pequeno, mas a vista linda. Dava pra ver todo o Tiergarten e o Portão de Branderburg lá no fim. Conseguimos ver também o sol começando a se por.








Quando chegamos lá embaixo, já estava escurecendo, o que, nessa época do ano, significa umas 9 da noite. Resolvemos voltar ao hotel e descansarmos para o dia seguinte. Acordaríamos cedo para estarmos às 8:50 perto do Portão, de onde sairia nosso city-tour gratuito que eu havia reservado pela internet.

Acontece que na manhã seguinte, acordamos com uma chuva danada lá fora. Nos apressamos e saímos cedo, mas não conseguimos chegar a tempo no tour. Na verdade, nenhum de nós estava tão certo a respeito do tour. Normalmente, eu sou a primeira a querer ver as coisas por mim mesma, mas achei que para Berlin, que é uma cidade gigante, e viajando com meus pais, que não tem a mesma energia  que a gente seria uma boa ideia. Mas, no fim das contas, foi mesmo melhor termos ido só nós. Estava chovendo muito e muito frio e, nesse caso, seria melhor decidirmos que caminho tomar. Pensamos que seria uma boa opção aproveitar e ir ao museu - eu queria muito ir ao Pergamonmuseum - e assim conseguiríamos fugir da chuva. Fomos caminhando na direção da ilha dos museus, onde também estaria a catedral. Ainda perto do Portão, compramos guarda-chuvas muito vagabundos, que mal resistiram ao primeiro vento. Meus pais tiveram a pior da ideia da vida deles que foi comprar capas de chuva - meu pai de azul e minha mãe de rosa. Acontece que a capa parecia feita de saco de lixo e, por cima de toda aquela roupa que eles já vestiam, o visual ficou ainda pior - cômico, eu diria. Não conseguíamos parar de rir. Viraram nossos Teletubbies.  

Até chegar no museu, passamos pela praça com as torres gêmeas, a Gendarmenmarkt por vários prédios lindos da universidade Humboldt e pela  Neue Wache com o comovente monumento "Mother And Her Dead Son", muito bonito. A chuva aumentava e diminuía, mas nunca parava. Daí chegamos finalmente à praça da catedral, de onde começava a tal da ilha dos museus. Tiramos algumas fotos molhadas da catedral e dos dois primeiros museus, que eram muito bonitos. O que queríamos ir, o Pergamon,  ficava atrás. Quando chegamos até lá, havia uma montoeira  de gente, que não chegava a formar uma fila muito óbvia. Mas muita gente mesmo, sem qualquer organização. Parecia que todos tinham tido a mesma ideia de fugir da chuva e justamente no mesmo museu. Desistimos de ficar ali. Se a fila estivesse pelo menos organizada, talvez a gente arriscasse, mas daquele jeito não dava. 













Continuamos a passear então, mesmo com a chuva. Andamos pelo pátios entre os museus e pelo parque em frente a igreja. A gente não perdia meus pais por nada com aquela capa. Daí ficava todo mundo mais relaxado. Depois dali, atravessamos o rio e seguimos até a Alexanderplatz, onde ficava a famosa torre de TV, que podia ser vista de quase todos os cantos da cidade de tão grande que era. A essa altura, eu já percebi com mais clareza a diferença entre as partes oriental e ocidental. Ali, na parte oriental, os prédios faziam um estilo mais "sem estilo", apenas caixotes com janelas, bem parecidos uns com os outros. A estação de trem também não era tão moderna e as ruas tinham cara de mais "pobrinhas" em muitos pontos. 

Cruzando a estação de trem, a praça continuava e lá encontramos o tal do relógio mundial, com o horário do mundo todo, inclusive do Rio. Encontramos também uma C&A onde meu pai resolveu entrar pra comprar casacos impermeáveis e se livrar definitivamente das capas de Teletubbies. E mal saíram de lá com seus novos casaquinhos e a chuva parou. Mas felizmente não compraram nada que não pudesse ser usado depois no Brasil. 





Paramos para almoçar e depois fomos procurar a Sinagoga, reconstruída depois da guerra no lugar da outra que foi bombardeada. Andamos margeando o rio e depois entramos numa rua, onde rapidamente achamos a Sinagoga. Era linda, mas acho que não chamava a atenção que deveria por estar espremida entre dois prédios.



Depois dali, andamos mais um bocado, agora sem chuva. Queríamos chegar ao Check Point Charlie, um dos lugares que eu mais queria ver em Berlin. No caminho, como todos estávamos muito cansados, resolvemos parar para tomar um café e descansar um pouco. Entramos em um dos primeiros que apareceram. Não estava muito cheio e a pessoa que veio nos atender era um cara muito simpático. Ficamos até felizes porque, na nossa experiência, as pessoas em Berlin não eram das mais amigáveis. Eram solícitas, às vezes com boa vontade para ajudar, mas sem nunca sorrir, sem piadas e, sobretudo, sem paciência para explicar o que considerassem óbvio. Acho que deve ser só o jeito deles mesmo. Por causa disso, nos sentimos totalmente relaxados no café do moço simpático.

E seguimos para o Check Point. O Check Point Charlie não é nenhum monumento magnânimo, é apenas uma cabine no meio de uma rua com uns sacos "de cimento" enormes. Mas foi um dos lugares mais interessantes de Berlin na minha opinião. Eles reproduziram o posto que havia ali na época da guerra fria, para separar os dois lados da cidade. Colocaram dois caras vestidos de soldados para tirar fotos com os turistas também. Dessa eu fiquei de fora. Ali em volta (e em vários pontos da cidade também), ainda dá para ver a marca do muro no chão. Ao lado do Check Point, existe um espaço com informações históricas sobre o muro, onde há uma exposição de fotos, incluindo o nome das vítimas que tentaram atravessar de um lado a outro escondidas e a descrição de alguns casos. Dentro desse espaço, existe também um pequeno pedaço do muro onde as pessoas quase brigavam para tirar fotos. Depois eu percebi que existem vários pedaços do muro em toda a cidade.










Depois disso, resolvemos ir caminhando em direção ao portão para visitar o monumento às vítimas do Holocausto, que ficava ali do lado. Esse monumento para mim foi também muito interessante. A primeira vista, parece ser uma coisa simples, sem nenhum apelo. Não é uma obra rebuscada ou complexa esteticamente, mas achei que o cara que fez teve realmente uma visão muito boa do resultado e no quão impactante seria. Uma mistura de cemitério com labirinto, com lápides cinzas, sem nenhum adorno, todas iguais. Li em algum lugar que o número de lápides correspondia ao número de campos de concentração na segunda guerra. A visão monótona é, às vezes, meio perturbadora também. Talvez se aquilo não significasse nada, eu não enxergasse dessa forma, mas apenas como um monte de bloco de concreto. Uma plaquinha no chão bem discreta dizia que não era permitido subir ou pular nos blocos; correr entre eles; gritar; rir alto; fumar, comer ou beber no monumento. Mas o aviso era tão pequeno que as pessoas faziam exatamente tudo aquilo que era proibido. Uns guardinhas vinham muito nervosos gritando para que descessem, mas a cada hora chegava um desavisado e começava tudo de novo.





Passamos pelo Portão de novo para tirar mais fotos, já que as anteriores tinham sido feitas no meio da chuva e todos estávamos com cara de frio. Depois das 1001 fotos novas do Portão, sentamos em um restaurantes ali bem pertinho para comermos e esperarmos a hora de entrar no parlamento. Fomos atendidos mais uma vez por alguém muito simpático. Eu aproveitei para experimentar o autêntico chucrute alemão e gostei bastante.







Passamos pelo portão na ida ao parlamento e ele já estava todo iluminado e muito bonito. Estava quase na hora  da visita a cúpula e então não esperamos mais muito tempo. Para entrar no parlamento, tínhamos que passar por uma revista muito parecida (ou igual talvez) a dos aeroportos. Depois, sempre acompanhados de um funcionário, entramos em um elevador gigantesco (com capacidade para umas 40 pessoas) até a entrada da cúpula, onde pegamos os audioguides para começar a visita. Eu escolhi o meu em português, por que não? A gente não precisava mexer em nada no audioguide, ele falava automaticamente sobre o lugar onde nos posicionávamos e, para isso, precisávamos subir a rampa por um lado específico e descer pelo outro. Do último andar da cúpula, a gente via lá embaixo as cadeiras do Parlamento. Qualquer cidadão era livre para assistir as sessões, desde que houvesse lugares suficientes. A cúpula, aliás, também foi destruída na guerra e reconstruída depois.











A  ideia de ir à noite a cúpula foi boa por um lado, porque sim, aproveitamos bem o dia fazendo coisas que não seria possível fazer à noite; e sim, a cidade fica bem bonita toda iluminada. Mas, talvez, se eu pudesse voltar atrás, teria optado pela visita durante o dia, porque a vista é muito ampla e bonita, mas durante à noite não tínhamos como ver tudo com detalhes. Só que agora não adiantava se arrepender, o melhor era desfrutar as luzes de Berlin mesmo. 

Achei engraçado como eu me enrolava em algumas palavras do audioguide e tinha que parar um segundo para encaixar num contexto. O locutor falava claro e pausado, mas acho que era o sotaque mesmo que me confundia. Por exemplo, República da Alemanha virou República da Almania e eu só conseguia entender Albânia. Mesmo assim, eu consegui acompanhar bem as indicações do audioguide, se referindo aos pontos da cidade que podiam ser vistos dali, sempre pincelando com um pouquinho da História do país. Foi até bem dinâmico. Eu não conhecia ainda e pude ver lá de cima um enorme hospital no meio da cidade onde, disse o locutor, foi descoberto o bacilo da tuberculose. Curiosidade interessante.

Na manhã seguinte fomos num dos pontos mais chocantes de Berlin - a Topografia do Terror, um museu na antiga sede da Gestapo e da SS, com exposição de fotografias sobre a época do holocausto, arrumadas cronologicamente. Surpreendente. Lógico, eu já tinha visto várias fotografias da época, ouvido histórias, assistido aqueles filmes chocantes... mas estar ali em carne e osso onde tudo aconteceu dava um sentimento diferente de acreditar no inacreditável. Muito triste, mas acho que é uma visita obrigatória. 





Depois dali, passamos mais uma vez pelo Check Point Charlie e tivemos a felicidade de comer uma comida indiana em uma daquelas barraquinhas. Em Zürich, é muito caro e a gente nunca vai. Deitamos os cabelos nos nossos currys e até meu pai entrou na onda. 

E aí resolvemos tentar mais uma vez o Pergamonmuseum. Não estávamos muito otimistas em relação a fila, mas quando chegamos lá a fila não estava tão grande, parecia organizada e andando rápido. Em uns trinta minutos chegamos ao museu. As primeiras salas do museu são as mais impressionantes pelo tamanho dos templos que ali estão. O gigantesco (e lindo demais) portão Ishtar da Babilônia e o mais gigantesco ainda Altar de Pergamon. Dá realmente a estranha sensação de que aquilo não deveria estar ali, entre quatro paredes. A gente tentava entender como tinham trazido tudo. Parece que trouxeram da Turquia em grande parte desmontados e aí foi brincar de quebra-cabeça.












Fora essas duas salas, o museu tem coisas muito impressionantes (e olha que museus nem sempre são meu passatempo preferido), da cultura islâmica e do oriente médio em geral. Nós vimos coleções de portas, potes, vasos, talheres, tapetes e até tetos, fora outros monumentos enormes escavados de algum lugar. Foi um dos museus mais legais que já vi. Fiquei muito feliz de ter tentado ir de novo, mesmo depois da fila do dia anterior. O triste e cômico da história toda foi encontrar meus pais na saída depois de logicamente ter me perdido deles e descobrir que não tinha visto que havia um segundo andar. Não entenderam porque a gente tinha demorado tanto...










E lá fora fazia um dia lindo de sol. Em um dos museus, uma noiva descia as escadas para o seu casamento, enquanto dezenas de pessoas em traje de festa de movimentavam pelas ruas. Pelo que parecia, a cerimônia seria na catedral. O parque em frente a igreja, estava lotado de pessoas deitadas no gramado, fazendo piquenique e tomando cervejas. Não parecia em nada a Berlin cinza do dia anterior.





Saímos dali e caminhamos até a Alexanderplatz, onde ainda estava tendo a mesma ferinha do dia anterior, com barraquinhas, um palco com música e até uma pista de dança. Minha mãe estava faminta, já que tinha negado a comida indiana, e lá tinham muitas comidinhas. Sentamos numa mesinha bem perto da pista de dança e pudemos rir um bocado. Na pista, apenas velhinhas com passos sincronizados (certamente colegas de turma de dança de salão) e um velhinho aparentemente muito bêbado, que fugia da mesa de vez em quando para dançar loucamente com as velhinhas. Além deles, um grupo de marmanjos, também bêbados, sendo um deles com um macacão de pelúcia, apareceram gritando e cantando. O velhinho logo se identificou e eles se abraçavam como se fossem grandes amigos. Logo estavam fazendo trenzinho pela feira. Engraçado ver aquele povo que, para nós, parecia até então tão carrancudo, fazendo tanta festa. Talvez fosse o dia de sol junto com a cerveja.



Antes de voltarmos ao hotel, ainda passamos na Casa de Culturas do Mundo, que, à noite, com uma iluminação bem rebuscada, parecia ser um prédio lindo, mas durante o dia era simples, nada demais.



Depois disso, fizemos compras para a viagem do dia seguinte e voltamos para o hotel. Na manhã seguinte, ainda tivemos tempo de ir ao Palácio Charlote, que era relativamente perto do hotel, mas ele só abriria às dez horas, então não teríamos tempo de vê-lo por dentro.




No caminho de volta para o hotel, meus pais pararam pra um café e eu e Dani resolvemos subir pro nosso quarto. Acontece que, na rua do hotel, uma avenida bem larga que, no final, chegaria a Victory Column, estava tendo uma supermaratona. Precisávamos atravessar pro outro lado da rua e ficamos mais de cinco minutos esperando um buraco no meio da galera correndo e nada. Como tinha gente nessa maratona! O Dani me convenceu a irmos correndo no meio da galera e chegar ao outro lado na diagonal. Assim fizemos, começamos a correr com a galera, caindo pra diagonal e... estávamos do outro lado! Eu ri pra caramba da minha singela participação na maratona de Berlin.


E seguimos pra Banhof, fazendo mais uma vez um caminho melhor do que o sugerido pelo Google. Tivemos tempo de um lanchinho e umas compras rápidas. Nossa viagem até Praga demoraria cinco horas e, pela primeira vez, estávamos numa cabine dentro do trem. Depois do pânico com mini-avião, podem me colocar por quantas horas for necessário dentro de um trem.