Assim que chagamos a Banhof de Vienna, pegamos um mapa da
cidade e compramos as tais passagens de 48 h. De acordo com o Google Maps, para
chegar ao hotel, precisaríamos trocar de trem mais duas vezes. As trocas eram
rápidas, com poucas estações, mas nos atrasou o fato de termos que esperar 20
minutos por um dos trens. Embora o
caminho sugerido pelo Google fosse longo, conseguimos reproduzir o trajeto
muito bem e logo estávamos a porta do hotel. Depois fui descobrir com o pessoal
do hotel que poderia fazer a mesma rota com apenas um tram (Valeu, Google!).
Deixamos as coisas por lá e saímos pra ver um pouco da
cidade. O tram D foi recomendado por um dos staffs do hotel e passa por quase todos
os pontos turísticos. E a nossa primeira reação foi ficar de queixo caído com
os prédios muito imponentes da cidade. Fiquei chocada com o tamanho e com a
beleza das construções. E tinha um monte delas pelo caminho. A gente não sabia
pra onde olhar.
Saltamos na Ópera de Vienna, linda de morrer. Já na porta,
uns caras vestidos de Mozart vieram nos abordar, oferecendo tickets para um dos
concertos de páscoa. Eu e o Dani (principalmente o Dani) estávamos doidos pra
assistir a um concerto em Vienna, pois achávamos que poderia ser uma
experiência única. O cara ofereceu pra gente um super desconto para assistir um
especial de Mozart e Strauss numa das casas de concertos de Vienna. Aceitamos
na hora e reservamos para a noite seguinte. Depois da compra dos ingressos,
ainda ficamos uns trinta minutos conversando com o rapaz que vendia. Ele era de
Kosovo e estava em Vienna para estudar. Achei inusitado conhecer alguém de lá.
Falou que o Brasil nunca reconheceu a independência de Kosovo e que por isso
ele não podia visitar o Brasil. Mas falou que a gente deveria visitar o Kosovo...
bem, talvez o Kosovo não, mas a Albânia, que é ali do lado e cheia de praias.
Falou também, mas acho que deve ser papo de vendedor, que adora vender coisa
pra brasileiros porque sempre compram e que argentinos são chatos, ficam só de
conversa e nunca compram nada.
Logo depois disso, começou a chover forte. Andamos até a
catedral, que era perto dali e ficava bem imponente no meio de uma das ruas de
pedestres, uma cheia de lojas. Já estava escurecendo e ela começava a ficar
iluminada e ainda mais bonita. A chuva começou a ficar bem forte e, como já era
noite, resolvemos voltar ao hotel e descansar para o dia seguinte.
Não canso de dizer. Vienna me surpreendeu muito de tão
linda. Não que não esperava que fosse bonita. Rachel sempre me disse adorar Vienna.
Mas, de modo geral, Vienna não está nos roteiros mais populares e eu me
pergunto por que não. Particularmente, eu achei mais bonita do que Paris. Paris
tem ícones, como a torre Eiffel, o Louvre e o Arco do Triunfo. Lógico que
qualquer um quer ver com os próprios olhos a cidade mais turística do mundo. Penso
em voltar lá com mais calma para tentar entrar melhor no clima da cidade,
desfazer o desapontamento (não vou chamar de má impressão).
Mas até agora eu preferi Vienna. Talvez porque não estava
com muitas (nem poucas) expectativas, estava de coração aberto, animada. Eu li
muito a respeito antes de ir, mas não esperava que o visual fosse tão
impressionante. Dentro do tram, em menos de cinco minutos, a gente viu pelo
menos uns dez prédios gigantescos majestosos, lindos-de-morrer: a Prefeitura, o
Parlamento, os Museus, o Palácio, a Ópera, a Catedral, a outra cadetral, as
outras casas de espetáculos... enfim, fora os prédios lindos que não sabíamos o
que eram, fora os monumentos, fora os jardins amplos, os milhares de cafés,
tudo no meio da cidade. Eu fiquei apaixonada. Além disso, os austríacos me
pareceram sempre muito boa gente, prontos pra um papo, felizes por dar
informação. Me senti acolhida, tanto em Vienna quanto em Salzburg.
Assim, na manhã seguinte, começamos nossa caminhada pela
Prefeitura e dali seguimos caminhando pela mesma rua, passando por quase todos
os pontos turísticos. Tiramos fotos nos prédio do Parlamento, passeamos pelos jardins entre os museus e pelos jardins do Palácio Hofburg. Tudo muito perto e escandalosamente bonito.
Como as atrações eram muitas para o tempo que tínhamos, escolhi apenas um dos museus para visitar – o museu da Sissi, que fica no palácio Hofburg e conta não só a história da imperatriz, mas também inclui visitação aos cômodos reais e a prataria da família. A visita valeu muito a pena, fico muito curiosa para ver como as coisas eram naquela época, especialmente em uma família real que, dizem, era tão esbanjadora. Foi realmente impressionante ver a enorme coleção de prata, com cada conjunto gigantesco de jantar, que, sim, cabia na mesa gigantesca de não-sei-quantas-mil-pessoas. Tinha também o conjunto de chá para viagem, um pouco menor porque ia dentro da charrete na comitiva da família. E tinha a charrete da Sissi, parecendo uma cabine de primeira classe. Além disso, vimos as pratas dos toaletes reais (várias “comadres” lindíssimas para trazer algum glamour até ao banheiro), as roupas da Sissi (a maioria bem sombrias) e muitos retratos dela espalhados pelas salas, talvez daí venha a sua fama de narcisista. Então, vieram finalmente os aposentos reais: sala de reuniões grande, pequena, escritório do imperador, sala de relaxar, sala de jantar, biblioteca, quarto do marido, quarto da esposa, sala de não-sei-o-que... até uma sala de ginástica a Sissi tinha. Gostamos muito desse museu, a história da Sissi era bem interessante.
Como as atrações eram muitas para o tempo que tínhamos, escolhi apenas um dos museus para visitar – o museu da Sissi, que fica no palácio Hofburg e conta não só a história da imperatriz, mas também inclui visitação aos cômodos reais e a prataria da família. A visita valeu muito a pena, fico muito curiosa para ver como as coisas eram naquela época, especialmente em uma família real que, dizem, era tão esbanjadora. Foi realmente impressionante ver a enorme coleção de prata, com cada conjunto gigantesco de jantar, que, sim, cabia na mesa gigantesca de não-sei-quantas-mil-pessoas. Tinha também o conjunto de chá para viagem, um pouco menor porque ia dentro da charrete na comitiva da família. E tinha a charrete da Sissi, parecendo uma cabine de primeira classe. Além disso, vimos as pratas dos toaletes reais (várias “comadres” lindíssimas para trazer algum glamour até ao banheiro), as roupas da Sissi (a maioria bem sombrias) e muitos retratos dela espalhados pelas salas, talvez daí venha a sua fama de narcisista. Então, vieram finalmente os aposentos reais: sala de reuniões grande, pequena, escritório do imperador, sala de relaxar, sala de jantar, biblioteca, quarto do marido, quarto da esposa, sala de não-sei-o-que... até uma sala de ginástica a Sissi tinha. Gostamos muito desse museu, a história da Sissi era bem interessante.
Paramos para fazer um lanchinho num café ali mesmo no pátio
do palácio, e decidimos mudar um pouco a nossa rota para ir até o Danúbio. De
acordo com o mapa, não parecia ser muito longe.
Caminhamos uma meia hora (incluindo algumas paradas para foto) e
encontramos o Danúbio. Ficamos admirados porque não era assim o que
esperávamos. Apenas um rio no meio de uma avenida super movimentada, sem nada
de especial, nem parques ao redor, nem pontes bacanas, nada. Talvez
estivéssemos num ponto menos popular. Descobrimos logo depois, olhando
novamente no mapa que aquele era sim o Danúbio, mas apenas um canal. Ok, precisávamos nos organizar pra ir então ao
“verdadeiro” Danúbio. Mas não seria
naquela hora. Tínhamos que seguir nossa rota e ir até lá parecia meio fora de
mão, ficava do outro lado do mapa.
Fomos então visitar a catedral St. Stephen, realmente muito
bonita (entrou no nosso Top Five, embora o primeiro lugar ainda esteja com
Milão) e subimos lá na torre. Sempre gosto de aproveitar as oportunidades de
ver as cidades do alto, ficam bem bonitas. Dessa vez não precisamos subir uma
escadaria, porque tinha um elevadorzinho, com um ascensorista bem simpático,
que levava o pessoal. Lá em cima, vários japoneses ocupando os melhores spots
pra foto. A gente tá sempre depois deles para aproveitar os spots. Às vezes,
eles se jogam no chão para pegar o melhor ângulo, coisa que ainda não fiz.
Saímos da catedral e o clima na rua de pedestres não poderia
ser melhor. Um solzinho, muitas pessoas andando pra lá e pra cá, mesinhas na
rua e, como estávamos ao lado da Ópera, ainda tínhamos uma música de fundo.
Visitamos a Ópera, mas só até onde é permitido para pessoas sem o ticket do
espetáculo. De qualquer forma, só pela entrada, pudemos ver como é bonito por
dentro. Existe um tour disponível para o interior do prédio, mas infelizmente
não aconteceria naquele dia.
Paramos pra um café (ou cerveja no caso do meu pai e do
Dani) em frente a Ópera, com uma visão privilegiada. Como estávamos na Áustria,
nada mais justo do que comer mais um Strudel. Dessa vez pedi o clássico
Topfenstrudel, recheado com uma espécie de cream cheese. Nunca tinha provado e
gostei muito.
Dali partimos para o próximo palácio, o Belvedere. Dentro do
palácio, há um museu, mas não entramos, preferimos aproveitar melhor os jardins
do lado de fora, ainda mais bonitos do que os de Hofburg. Ficamos um bom tempo
passeando por ali e resolvemos ir embora quando começou uma chuvinha fina e
fria. Pegamos o tram D mais uma vez (carinhosamente apelidado de “nosso city
tour”) e voltamos em direção a Ópera.
Precisávamos procurar o local onde seria o concerto aquela noite.
Segundo nosso amigo do Kosovo, era bem perto dali. Demos umas voltas
desnecessárias, porque são tantas casas de concerto ali perto com nomes
parecidos que ficamos confusos. Mas enfim nos achamos. Meus pais deixaram a
gente ali, porque não iriam ao concerto, foram dar mais umas voltas.
A casa era pequena, mas bem bonita. Achamos estranho porque
tivemos que deixar nossos casacos antes de subir e pagar dois euros por isso.
Dois euros para sentirmos frio lá em cima. Resmunguei por uns minutos, mas
passou. O lugar estava cheio de brasileiros, talvez por ser bem mais barato,
embora não tão turístico quanto a Ópera. Embora essa apresentação fosse quase
cem por cento instrumental, haveria umas duas ou três peças de óperas. Eu
estava ansiosa, porque nunca tinha visto ópera ao vivo. Queria saber se ficaria
enlouquecida, como nos filmes, arrancando os cabelos, suando, desmaiando etc.
Eu não cheguei a desmaiar ou algo do tipo, mas foi uma
experiência muito bacana. A apresentação era bem bonita, sendo a primeira parte
só com composições de Mozart e a segunda com valsas e polkas do Strauss. Achei
interessante ver como algumas crianças ali ficavam tão calminhas assistindo.
Uma delas, bem na nossa frente, até regia o concerto com as mãozinhas. Fofo.
Na manhã seguinte, veio a nossa segunda tentativa de ir ao
Danúbio. Pegamos algumas informações com a staff do hotel e fomos. A ideia era
saltar do metrô numa estação mais distante, onde fica a Vienna moderna, e
voltar caminhando por uma ponte de pedestres até o parque que margeia o
Danúbio. Quando saltamos na tal da Vienna moderna, encontramos uma cidade
fantasma (claro, era feriado), com arranha-céus super modernos gigantescos e
praticamente ninguém na rua. Para completar, além do frio e do vento, também não
conseguimos achar a tal ponte de pedestres e muito menos o Danúbio. Resolvemos
voltar para o metrô, já que ninguém estava se divertindo, e voltar uma estação,
na qual tínhamos visto de fato o rio. Aí sim, lá estava ele, lindão! Ficamos
ali no parque por pouco tempo, na verdade, não havia muita coisa para se ver ao
redor, ao menos, não naquele ponto.
Não muito longe dali, avistamos ao longe uma igreja imensa,
que mais parecia um castelo. Fiquei até me sentindo meio mal, por ter lido
tantos roteiros e não fazer ideia do que fosse aquilo. Fomos até lá e a
igreja-castelo era uma igreja bem bonita, mas não chegava a ser um castelo. Acho que ela devia de alguma forma
se projetar e parecer maior do que era. De qualquer forma, descobri que ela estava sim no mapa e nos roteiros, mas ficava um pouco fora de mão e, por isso, eu não tinha me atentado a ela. Tratava-se da Kaiser Jubilee Church, construída em homenagem ao jubileu do Imperador austríaco.
Nosso próximo ponto seria a roda-gigante famosa de Vienna.
Ela foi construída há mais de cem anos, destruída na guerra e reconstruída. Eu
não iria andar nela, mas queria poder conhecê-la. Dentro do parque, aproveitei
para comprar uma bolsa estampada com a famosa pintura do beijo (The Kiss), cujo
original, que eu não vi, fica dentro do museu do palácio Belvedere. As
referências a essa pintura estão em toda parte em Vienna e eu simplesmente
amei. Talvez porque me remeta a Vienna.
Ainda deu tempo de passarmos de novo na cidade e vermos mais um pouquinho de tudo. Comemos um Iakissoba num quiosque pra não demorar muito e vimos a última igreja que faltava dali, uma que tinha ficado esquecida - a igreja St Charlie Borromeo.
Antes de voltar pra casa, ainda fomos ao outro palácio, o Palácio Schonbrunn, que ficava relativamente perto da Banhof. Não chegamos a entrar, porque não daria tempo, mas caminhamos pelo jardim e eu pude ir a minha última feirinha de Páscoa.
Antes de voltar pra casa, ainda fomos ao outro palácio, o Palácio Schonbrunn, que ficava relativamente perto da Banhof. Não chegamos a entrar, porque não daria tempo, mas caminhamos pelo jardim e eu pude ir a minha última feirinha de Páscoa.

























































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