sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Foundue no verão pode sim!

O verão desse ano em Zürich, segundo me disseram, foi o pior dos últimos anos. Muitos dias de chuva, vento e temperaturas mais baixas do que o desejável. Tanto que muitas pessoas decidiram tirar férias lá pra setembro, lógico viajando para terras ensolaradas, já  que as férias de verão por aqui tinham sido bem decepcionantes.

Por causa disso, foi muito fácil para nós decidirmos fazer um foundue em pleno verão. Já estávamos em setembro, quase outono, mas ainda assim era verão!  Quando a Barbara nos ouviu combinando tudo, não acreditou... "mas nós já estamos no inverno?". É, Barbara, o verão se foi. 

A comilança seria no coffee room da faculdade mesmo, onde a gente almoçava todos os dias. Quando acabasse o horário de trabalho, sairíamos para as compras e começaríamos os preparativos.

Todas as vezes que fiz foundue em casa, a gente sempre comprava aquele preparado específico que já vem com tudo. Para não dizer que é 100% completo, a gente apenas precisa esfregar o alho na panela e colocar pimenta a gosto no final. Então era sempre muito fácil, praticamente um fast food.

Mas aí o pessoal resolveu fazer aquele foundue tradicional mesmo. Compraram todos os ingredientes separadamente.Tudo bem que também não são muitos ingredientes: queijo, maizena, vinho  e uma pitada de kirsch,  uma bebida destilada fortíssima. E, lógico, o alho e a pimenta. Esse preparo é bem mais demorado, mas ficou bem gostoso. Para o meu paladar, não vi diferença em relação aos meus pacotes. Então, vou continuar preferindo o modo mais fácil.

Andrea e Sarah contaram que aqueles que querem ser ultra tradicionais mergulham o pão num copo de kirsch e depois no queijo. É claro que eu quis tentar isso, mas foi uma péssima ideia. O Kirsch é muito forte e o pão com queijo quente desceu rasgando a minha garganta. Meus olhos ficaram vermelhos e lacrimejando. Ok, fico com o foundue de mulherzinha mesmo. 

Dessa vez, as meninas também cortaram algumas maçãs e peras para mergulharem no queijo. Disseram que gostam muito de fazer isso quando comem foundue. Achei uma boa ideia, mas como não curto nem maçã e nem pera, fiquei de fora dessa.

Finalmente, outra coisa tradicionalíssima é comer o queijo que gruda no fundo da panela. Sim, no final do foundue, o resto de queijo começa a se queimar e fica endurecido e grudado no fundo. Por algum motivo, eles chamam esse queijo de Grandmother. E é como se fosse a cereja do bolo. Eu dispenso. A tal da Grandmother sai pingando gordura e isso não me apeteceu muito.

E para quem se perguntar sobre o foundue de carne, não é assim tradicional como o de queijo. Foundue foundue mesmo é o de queijo. Pelo que ouvi, o de carne  é uma comida típica de natal aqui, bem como a gente conhece: fritando a carne no óleo quente e mergulhando nos mais diversos tipos de molho.  







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