No dia primeiro de agosto, há um feriado importante aqui na Suíça - é o dia nacional da Suíça. Antes de vir para cá, eu estava até animada para participar das comemorações na cidade, mas fui avisada que não tem muito para se ver, além de uma queima de fogos meia-boca. Sendo assim, considerando-se que o feriado caía em uma sexta-feira, resolvemos procurar por passagens baratas para que pudéssemos aproveitar o fim de semana modestamente prolongado para conhecer um lugar novo.
Procurar por passagens baratas é algo que eu adoro fazer. Posso ficar horas me dedicando a testar diferentes combinações de meios de transporte, cidades, dias e horários. Como na maioria das vezes temos que nos espremer em fins de semanas ou fins de semana prolongados, logicamente não temos todo o tempo do mundo para ficar em cada lugar. Felizmente, a gente costuma ter uma energia danada para aproveitar tudo da melhor forma possível.
Na viagem de primeiro de agosto, nós resolvemos ir a Bélgica de uma forma pouco convencional, já que passagens super baratas nem sempre vem acompanhadas das rotas mais convenientes. Pegaríamos um avião de Zürich a Düsseldorf e, de lá, um trem para Colônia, onde dormiríamos uma noite. Iríamos no dia seguinte bem cedinho para Bruxelas, onde ficaríamos hospedados o fim de semana, com direito a uma visita a Bruges no domingo. Na segunda-feira, faríamos o caminho inverso, sairíamos bem cedo de Bruxelas, de lá para Colônia e de Colônia para Düsseldorf de novo, de onde sairia o voo para Zürich. Essa viagem foi agendada com bastante antecedência, ao mesmo tempo da viagem a Berlim, quando comprei as passagens baratas para Leipzig naquele mini-avião. Sim, andaríamos de mini-avião mais uma vez.
O voo era num horário bem razoável, de modo que não precisamos acordar muito cedo. Dessa vez, resolvemos levar uma mala pequena para despachar. Era melhor do que ficar pra lá e pra cá no aeroporto de mochilão pesado nas costas. Fizemos o check-in e despachamos a bagagem bem rápido e fomos comprar algo para comer no Migros enquanto aguardávamos o embarque. Quando sentamos nas cadeiras perto do portão de acesso ao embarque e olhamos o monitor, descobrimos que o nosso voo estava cancelado. Não entendi nada, isso nunca tinha acontecido conosco. Ninguém nos guichês da Etihad Regional nos deu uma explicação plausível para o cancelamento tão em cima da hora e, para completar, eles estavam ainda vendo a possibilidade de incluir os passageiros em um voo mais de três horas depois na AirBerlin. O Dani com sua teoria da conspiração aposta que o voo estava vazio a ponto de não valer a pena para a empresa. Eu fiquei uma fera! Afinal, era uma viagem basicamente de um fim de semana e um cancelamento de voo com esse atraso da viagem pode ser significativo. Além disso, a nossa ideia era de passar em Colônia apenas, chegando lá no início da tarde e partindo na manhã seguinte. Com a mudança, chegaríamos lá às 19h, ou seja, ficaríamos gratos se conseguíssemos pelo menos visitar a famosa Catedral. Além disso, tive que cancelar a passagem de trem de Düsseldorf para Colônia e pagar 15 euros por isso.
Com o cancelamento, tivemos que pegar a nossa bagagem de volta no "achados e perdidos" e entregar no check-in da AirBerlin. Acontece que o lugar onde tínhamos que pegar a mala era o único lugar inacessível do super organizado e bem sinalizado aeroporto de Zürich. Pedimos informações a milhões de pessoas, demos centenas de voltas pelo aeroporto e não conseguíamos achar o tal do lugar. Quando finalmente descobrimos, a portinha ficava voltada para uma área externa no meio de um monte de tapume e dava toda a pinta de estar fora de funcionamento. Pegamos a mala, fizemos então o novo check-in e agora era só esperar. Meu único consolo era não precisar andar no mini-avião.
Chegamos em Düsseldorf e fomos apressados procurar a estação de trem. Teríamos que comprar novos tickets para Colônia. A estação fica dentro do aeroporto, que, aliás, parece moderníssimo. A passagem foi mais barata do que pagamos na internet. Na verdade, as duas cidades são muito próximas e não é preciso reserva, há trens partindo o tempo todo. Conseguimos chegar bem rápido a Colônia, mas já eram sete da noite. A catedral fica exatamente do lado da estação de trem, então, corremos de mala e tudo para entrar. O período de abertura entre maio e outubro é de seis da manhã às nove da noite, diariamente. De novembro a abril, esse período encurta e a catedral passa a fechar às 19:30. A catedral de Colônia também faz parte do patrimônio da Unesco e levou mais de seis séculos para ser construída. A última reforma precisou ser feita no século passado depois da Segunda Guerra Mundial, quando a catedral foi atingida por bombas. Achamos a catedral linda e é também, de fato, muito grande, impressionante. Mas no nosso ranking particular, a de Milão ainda não foi barrada, talvez por ser tão diferente das outras - branquinha e cheia de detalhes inacreditáveis.
Nós ficamos até bastante tempo lá dentro e depois a admiramos um pouquinho pelo lado de fora. Eu estava agora relaxada, enfim tivemos tempo de conhecer a catedral. Mas não conseguimos ver muito além disso, apenas passeamos um pouco pelas ruas do entorno, vimos as lojas Eau de Cologne - as originais, e seguimos para o hotel para deixar a mala. O hotel era bem perto da praça principal, onde ficava a catedral, a estação de trem e todo o burburinho. Então, voltamos para procurar um lugar para comer por ali mesmo. Compramos um sanduíche em uma lanchonete e comemos sentados em um banquinho de frente para a catedral. Já que estávamos ali por pouco tempo, que aproveitássemos a vista. Depois, ainda passamos rapidamente pelo Reno, que tangenciava a estação de trem e os fundos da catedral. Já estava escuro, mas as pontes lindas e todas iluminadas faziam uma linda composição. No caminho para o hotel, bem na praça principal, um bar lotado chamou nossa atenção, pessoas animadíssimas cantavam e bebiam cerveja lá dentro. Entramos para dar uma olhada. Tivemos a impressão de que as pessoas em Colônia eram mais descontraídas e solícitas do que nos outros lugares que visitamos na Alemanha. Mas como ficamos lá por tão pouco tempo, acho que não somos um bom parâmetro.
Chegamos cansadíssimos ao hotel. Aquele dia nem tinha começado assim tão cedo, mas tinha sido muito longo. E teríamos que acordar bem cedo no dia seguinte, porque o trem para Bruxelas partia antes das oito e a gente ainda precisava fazer o check-out. O que fizemos então, foi descer do quarto às sete em ponto já com as nossas coisas, engolir em poucos minutos o café da manhã no próprio hotel, fazer o check-out e correr para a estação. E como a estação era muito perto, deu mais do que certo. Ainda chegamos a tempo de fotografar a catedral uma última vez.
A viagem a Bruxelas foi rápida, em torno de umas duas horas, e bem bonita, passando por várias cidadezinhas muito fofas, com casas de tijolinhos. A gente iria até Brussels-Nord, onde trocaríamos de trem e seguiríamos a Brussels-Centraal. O nosso hotel era supostamente muito perto da estação e eu tinha salvado algumas fotos do caminho no meu celular. Mas lógico que a gente se perdeu um pouquinho. Parece que quanto mais perto, mais a gente se perde. Depois de pegarmos a direção errada e termos que voltar a estação, perdendo uns quinze minutos, quando finalmente nos localizamos e encontramos a rua certa, não conseguíamos achar o hotel! Foi, de certa forma, engraçado, ficamos perguntando a várias pessoas e ninguém sabia nos informar, apenas nos mandavam a um outro hotel na mesma rua. Mas eis o problema: o nome do hotel que consta no booking é diferente do que está escrito na fachada. Na nossa reserva, estava escrito "Alma Grand Place Hotel", enquanto a fachada dizia apenas "Hotel Alma" Tudo bem, não era assim completamente diferente, mas a própria localização no mapa não parecia a mesma, o que causou toda a confusão. Assim, depois de uns quinze minutos de discussão, finalmente decidimos ir ao único hotel que poderia ser. E era mesmo. E, apesar do problema com os nomes, o hotel é bem agradável, tinha uma ótima localização e um ótimo preço.
Nosso quarto já estava livre e pudemos fazer check-in antes da hora e deixar nossas coisas lá. Pegamos um mapa e fomos logo conhecer a cidade. A praça principal - a Grand Place ou Grote Markt - era realmente muito perto do hotel, apenas uns cinco minutos de caminhada. E era realmente muito linda. Eu li na internet que era considerada por alguns como a praça mais bonita da Europa. Aliás, a Grand Place também é patrimônio da Unesco! A praça tem prédios lindos, públicos e privados, cheios de detalhes em ouro e, pra completar, ornamentados com muitas flores. Os prédios principais são o Town Hall e o King's House ou Bread house, onde fica o museu da cidade de Bruxelas. As fachadas de um dos lados da praça estava em obra, mas mesmo assim, já ficamos bem deslumbrados com o resto. No mês de agosto é justamente quando o tapete de flores é preparado, mas infelizmente, chegamos duas semanas antes! Além de tudo isso, como toque especial, fazia um dia muito ensolarado, o que encheu a praça de turistas, passeando pra lá e pra cá, sentados nos restaurantes, tirando fotos... tinha até uma noiva fazendo ensaios por ali.
Saracuteamos um pouquinho ainda pelas ruelas ali em volta, bem charmosas e cheias de restaurantes e chegamos a uma outra praça ali perto bem movimentada também - a Place de L'Agora, onde havia inclusive uma feirinha acontecendo. Aproveitei para comer meu primeiro waffle - muito popular na Bélgica. Seria o primeiro de muitos. Dali, sacamos o mapa e fomos seguindo pelas ruas, tentando cobrir os pontos turísticos principais da cidade.
O primeiro ponto era a catedral - St. Michael e St. Gudula Cathedral, bem perto dali e atrás de uma praça verdinha - a Place Sainte-Gudule, onde várias pessoas descansavam em espreguiçadeiras e tinha até gente acampada em barracas. A catedral era té bem bonita, mas a gente tinha o viés de estar vindo de Colônia, então, acabava não impressionando muito. O que mais me impressionou lá dentro foram estátuas perfeitas dos apóstolos e muito expressivas colocadas nas colunas do corredor central da catedral.
Depois dali, andamos bastante e a cidade é cheia de ladeiras, parece que parte fica num vale, então, tem a parte alta e a parte baixa. O próximo ponto foi o parc de Bruxelles - uma área verde enorme que levava ao Palais Royal de Bruxelles. O palácio tem entrada gratuita e e é um lindo palácio! Parece que o tour não está disponível durante todo o ano mas apenas no verão e após o feriado nacional de 21 de julho. Ou seja, demos sorte! Devo dizer que achei esse palácio em si bem mais bonito do que o da Sissi, em Vienna. É verdade que o de Vienna tinha todo um encanto por trás da história da Sissi e por causa dos outros mil prédios absurdamente lindos em volta, mas por dentro, digamos que o de Bruxelas parecia mais rico. Havia escadarias enormes e salões e mais salões cheios de lustres enormes, mobílias super majestosas e tudo cheio de ouro. Uma beleza.
Continuamos nosso passeio e passamos por diversos jardins lindos e igrejas, assim, "soltos" pelo meio da cidade. Passamos pela Place Royale, onde fica o edifício da igreja Saint Jacques-sur-Coudenberg, enorme, chama bem a atenção, mas não me pareceu exatamente uma igreja. Depois, encontramos um terraço com vista pra cidade toda. Dali, a gente conseguia ver o Atômio, um parque de diversões e a enorme basílica. Provavelmente não iríamos ao Atômico. Era do outro lado da cidade, sem boas conexões e nosso tempo era curto. Além disso, não estava tão interessada assim. Decidimos que iríamos a tal basílica depois do almoço.
"Descemos" dali e caminhamos até o Mont des Arts, uma elevação bem no centro da cidade, perto da estação central, de onde se tem uma vista privilegiada da torre do Town Hall. Na frente, um lindo jardim, lindamente ornamentado e cheio de topiárias.
Chegarmos de volta a Bruxelas Central. Comemos um sanduíche com fritas por lá e fomos descobrir como poderíamos fazer para chegar a Basílica - a National Basilica of the Sacred Heart of Koekelberg. De acordo com o nosso mapa, havia uma estação por lá. O cara do guichê, muito amigável, explicou direitinho como poderíamos chegar até lá. Só precisava trocar de metrô uma vez e saltar no ponto final - a Estação de Simonis. Acontece que a estação de troca, certamente uma das mais movimentadas, estava em obras. E parecia obra das pesadas! A gente andou por volta de meia hora pra lá e pra cá, tentando entender em que direção deveríamos pegar o metrô. Foi até um tanto desesperador. As indicações pareciam pouco claras e não te levar nunca ao lugar certo. Acabamos entrando em um dos trens sem ter muita certeza. Mas estava certo e acabamos chegando lá. Ficava numa parte aparentemente mais residencial da cidade. Para chegar a basílica, precisávamos andar em um enorme parque - o Parc Elisabeth. E, depois de tanto esforço, a Basilica não era lá essas coisas. Bem decepcionante na minha opinião. Embora fosse majestosa por fora e vista de muitos pontos da cidade, era bem simples (nada contra ser simples, mas eu esperava algo completamente diferente). Por dentro, ela também era apenas grande, mas sem nenhum apelo. Talvez fosse só o estilo que não me agradasse. Além disso, a basílica começou a ser construída em 1905, bem mais recentemente do que as outras igrejas que costumamos ver. O projeto inicial era neo-gótico, mas não conseguiram cumpri-lo por razões financeiras, então, mudaram para o estilo Arto-deco. Mas para não desmerecê-la só porque não me agradou, vale lembrar que a a basílica de Koekelberg é uma das maiores igrejas do mundo e uma das maiores construções de Art-deco do mundo também. Mas não demoramos muito lá e logo voltamos ao metrô. Descobrimos então qual era a confusão enorme daquela estação... na verdade, o metrô era tipo circular, mas a estação de chegada e saída, embora fossem no mesmo lugar, tinham nomes diferentes - Simonis e Elisabeth! Assim, dependendo do lado que você pegue o trem, vai chegar muito mais rápido ao destino. Parece meio esquisito a princípio, mas olhando o mapa do metrô de Bruxelas, que você consegue em qualquer estação, fica mais fácil de entender.
Quando voltamos, fomos novamente ao burburinho em volta da praça principal. A gente adorou aquilo ali. Eu comprei duas caixas de trufas de chocolates inacreditavelmente baratas. Caminhamos então em direção ao famosíssimo manequinho ou Manneken Pis, um dos símbolos de Bruxelas. E foi também meio decepcionante. Era uma graça, mas talvez coubesse na palma da minha mão. Eu imaginava uma estátua maior, mais visível, mas mal conseguíamos enxergá-lo, tão pequeno, em meio a duzentas mil pessoas ao redor. Foi até engraçado. Na verdade, já tinha lido que era bem pequeno, mas foi um choque mesmo assim.
Voltamos em direção a praça, mas por uma outra rua paralela bem grandona, onde havia os belíssimos prédios da Bolsa de Valores e da Opera de la Monnaie e chegamos novamente a Grand Place, passando pelas Galerie Royales Saint-Hubert. Já começava a cair a noite e fomos procurar um bom lugar para comer por ali. Queríamos provar o prato típico de Bruxelas - mexilhões com fritas. Aliás, batatas fritas não faltam por lá e são realmente muito gostosas, mas nada de mais especial. Os mexilhões vem num potão lotado e nos fez pensar que jamais daríamos conta daquilo sozinhos. Mas afinal, eles tem mais casca do que qualquer coisa e até ficamos meio "vazios" depois. Paramos novamente na Grand Place e abrimos uma das caixas de trufas e ficamos por ali, conversando e observando as pessoas. A praça fervilhava à noite, assim como as ruas ao redor. Estávamos ali a menos de 24 horas e parecia que já conhecíamos o centro de Bruxelas com a palpa da mão.
Voltamos para o hotel e já eram mais de dez da noite. Acordaríamos cedo mais uma vez no dia seguinte, mas sem muito estresse, porque nosso ticket para Bruges era válido por todo o dia, então, poderíamos pegar o trem que quiséssemos. A viagem era curta e a cidade bem pequena, então, não era preciso chegar lá muito cedo. Acabamos decidindo pegar o trem em torno de nove da manhã. A vida noturna em Bruxelas parecia ser bem agitada. Não só a gente percebeu as ruas e restaurantes lotados de gentes quando voltamos à noite para o hotel, mas também na manhã de domingo, havia sacos e sacos enormes de lixo nas portas dos restaurantes e os funcionários já de pé limpando toda a sujeira.
Levamos cerca de uma hora até Bruges. Chegamos na estação de trem, pegamos um mapa gratuito da cidade e fomos passear. A parte turística de Bruges é relativamente pequena, do tipo que se caminha facilmente em algumas horas. O difícil é que as ruazinhas são muito parecidas e, às vezes, a gente andava, andava e voltava ao mesmo lugar. Mas o que dizer de Bruges? Cidade de filme de época, impecável, a gente parecia ter voltado no tempo. A cidade é considerada a "Veneza do Norte" e tem uma posição estratégica que lhe garantiu nos séculos passados um importante papel na economia e comércio. A cidade é muito preservada e recebe até críticas, porque passou por reformas no século XIX e há quem ache tudo 'fake'. Mas para mim estava tudo encantador. Chega a ser difícil acreditar que as pessoas realmente morem ali. As ruas são todas estreitas, muitas vezes seguindo a beira de canais e se comunicando por pontes fofas. Os prédios são quase todos pequenos, muitos de tijolinhos e lindos de morrer. Mais uma vez, demos sorte e o dia estava lindo. O único problema disso é que a cidade ficou completamente intransitável por causa de tantos turistas.
Um dos pontos altos, é claro, é a praça principal, a Market Square, onde se localizam o Belfry de Brugges, uma torre que é um dos maiores símbolos da cidade, e o prédio neogótico da Province court. A praça me lembrou muito a Grand Place de Bruxelas, mas dava a impressão de ser maior e mais ampla, talvez fosse pelo fato de a cidade como um todo ser pequena. Lindo lugar e lindos prédios. A Province court tinha uma parte aberta a entrada a um terraço de onde se tinha uma linda visão da praça. Havia um sino tocando vindo do Belfry que parecia orquestrado e tocava uma canção meio sinistra, como se estivéssemos num filme do Fellini. Aquilo deu um clima bem interessante ao lugar. Estava bem cedo e, por isso, ainda não havia muitas pessoas.
A outra praça famosa e de lindos prédios espremidos em Brugges é a Burg Square, onde se encontra o Town Hall e a basílica do Sagrado Coração. Quando passamos dali, fomos procurar os canais, onde as vistas são as mais belas possíveis. Além da linda composição dos canais com as casas antigas, os arredores eram completamente floridos. Havia casas com varandinhas voltadas para o canal e vimos alguns casais de velhinhos sentados a varanda, tomando uma bebida e batendo papo. Parecia uma forma deliciosa de se envelhecer.
Os barquinhos cheios de turistas passavam a toda hora, fazendo o trajeto por dentro dos canais. O nosso trajeto "dentro" dos canais foi atravessando as pontes e caminhando pelas beiradas. O melhor de tudo é que a cidade era pequena e aconchegante, o que nos permitiu fazer tudo com calma. As ruas principais ficam bem cheias, mas se você fugir um pouquinho do burburinho principal já encontra a calmaria. A gente almoçou em um restaurante bem modesto, mas com boa comida. O Dani se sentiu um pouco enganado porque no cartaz dizia que o preço incluía salada, bife e cerveja local. Mas era uma pegadinha... na verdade, o bife era preparado com a cerveja. A propaganda era totalmente desonesta, tenho que admitir. Mas no fim foi até engraçado. Minha sobremesa foi, naturalmente, um waffle.
Depois do almoço, sentamos por um tempinho na beira de um canal e cheguei a cochilar. Dali, demos mais umas voltas pela cidade e voltamos a Bruxelas relativamente cedo. Tínhamos planos de encontrar a Diane que também estaria em Brugges naquele dia, mas acabamos indo embora antes, pois ela só poderia à noite e nós ainda queríamos aproveitar um pouco do início de noite de Bruxelas. E quando chegamos a Bruxelas ainda conseguimos aproveitar bastante realmente. Na verdade, não fomos a nenhum lugar diferente do que já tínhamos ido, mas adoramos passear por aquelas ruazinhas e pelas praças cheias de gente. Sentamos de novo na Place de L'Agora para comer um sanduíche e curtir uma música de rua que estava rolando por ali. Era fim do dia e a cidade parecia continuar fervendo. Tudo bem que era verão e isso realmente muda bastante a cara de uma cidade, mas de qualquer forma, curtimos muito o clima de Bruxelas. O Dani curtiu bastante as famosas cervejas de lá, acho que talvez tenham sido das preferidas dele. E olha que se deu conta de estar bebendo a mesma que os mendigos bêbados bebiam.
Voltamos ao hotel com uma vontade de querer ficar perambulando por ali até o último segundo. Mas a gente não podia voltar muito tarde, porque no dia seguinte acordaríamos muito cedo para pegar o trem de volta a Colônia antes das sete. Quando passamos pela Grand Place, estava amanhecendo e,mais uma vez, o pessoal dos restaurantes limpavam as calçadas e retiravam os milhões de sacos de lixo, resultado da noite anterior. Aproveitamos para tirar mais fotos da praça, agora vazia, e fazer um videozinho. Logicamente, nossa cara de sono nesse momento era tão evidente que esses registros não foram dos melhores.
E a viagem de volta foi absolutamente tranquila. Chegando em Colônia, pegamos um trem direto ao aeroporto de Düsseldorf. Dessa vez, tudo correu bem, sem problemas com o voo. Aliás, em relação ao voo de ida que foi cancelado, entrei em contato por email com a Etihad Regional, que me respondeu com bastante rapidez e se comprometeu em ressarcir o dinheiro gasto com a troca das passagens de trem. Como o ressarcimento não é imediato, ainda não recebi o valor, mas até agora a resposta deles foi bem satisfatória e amigável.





















































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