sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bernina-Express: the alpine experience

Aconteceu que no dia seguinte da nossa chegada da Grécia, a gente tinha uma viagem agendada para as montanhas com as meninas aqui da faculdade. Então, foi basicamente assim: chegamos da Grécia  depois de uma noite praticamente não dormida, almoçamos, dormimos, acordamos e partimos mais uma vez. Logicamente, a gente preferiria ter esquentado o sofá um pouquinho mais antes de viajar de novo, mas não tínhamos muitas opções. Afinal, a combinação dessa viagem em um fim de semana em que as quatro estivessem livres rendeu mais de um mês de doodle e até mudança de estação - originalmente, faríamos a viagem ainda no inverno. Como eu tenho paixão por essa paisagem montanhosa verdinha e florida, até que curti a ideia de ir no verão.

Tivemos que acordar às cinco da manhã para pegar o trem das sete. Ficaríamos três dias passeando pela Suíça (e um pouquinho da Itália), segundo o trajeto do trem famoso Bernina-Express. Esse trem tem vagões turísticos (e caríssimos) com janelas panorâmicas e talvez mais alguns fru-frus, não sei bem. Mas o que algumas pessoas não sabem é que o mesmo trem tem vagões comuns, com tarifas convencionais. Assim, a gente estaria no mesmo trem, mas em vagões separados. O Bernina-Express é uma das rotas mais populares de turismo na Suíça e considerada uma dos passeios de trem mais bonitos do mundo. O trem cruza paisagens incríveis, desde o ensolarado sul da Suíça e Norte da Itália até o pico dos alpes, onde a neve pode ser vista o ano inteiro. Parte do trajeto faz parte do Patrimônio da Unesco. O trajeto original começa em Chur ou St Moritz, de onde o trem parte para o Sul, até Tirano, na Itália. De Tirano, os passageiros vão de ônibus até Lugano. Por razões práticas, fizemos o trajeto ao contrário, começando em Lugano, com uma rápida passada em Bellinzona para visita aos castelos medievais, os mais preservados da Suíça e também patrimônio da Unesco.

Então, a ideia era: ir de Zürich a Bellinzona, no cantão Ticino (cantão da Suíça que fala o idioma italiano), para visitar os famosos castelos da cidade. De lá, partiríamos para Lugano, e, então, para Tirano, iniciando a rota do Bernina-express. De Tirano, iríamos até Pontresina, onde passaríamos a noite e no dia seguinte seguiríamos de volta a Zürich. Como seriam muitos trens e não queríamos ficar engessados num roteiro muito fechado, a Andrea conseguiu arrumar pra gente o "gemeinde tageskarte", um para cada um dos três dias de viagem.  Esse é um ticket que te dá direito a viajar a vontade por toda a suíça no dia indicado. É como um swiss-pass, mas muito mais barato. Na verdade, esse ticket é oferecido para moradores registrados na suíça e cada cidade tem direito a uma cota. Não é um ticket intransferível, então, basta o próprio morador ir até a unidade local e solicitar seus tickets. O número é limitado, então, o ideal é solicitar com antecedência. Por algum motivo, eles não oferecem mais esses tickets na cidade de Zürich, por isso, não pudemos arrumar por nós mesmos e precisamos que a Andrea fizesse isso na cidadezinha dela. 

Encontramos as meninas na estação e seguimos com o trem a Bellinzona. A viagem foi divertida, havia um grupo de rapazes, fazendo a maior bagunça e já bebendo àquela hora da manhã. Ouvimos anunciarem no auto-falante que naquela viagem, o carrinho não passaria com as comidas disponíveis no bar. Se alguém desejasse comer ou beber algo, deveria ir até o restaurante. Eis que uns três dos rapazes surgem trazendo uma big bandeja, com pães, queijos e frutas e passando de cadeira em cadeira, oferecendo  a comida aos outros viajantes. Já que o carrinho não passa hoje - diziam - nós seremos o carrinho! E lá foram eles de vagão em vagão. Uns minutos depois, ouvimos novamente o auto-falante. Era um dos garotos, que foi até a cabine e pediu a palavra, anunciou que um deles iria se casar e por isso estavam tão animados. Está aí a explicação.

No caminho, descobri também que sou uma vergonha para qualquer suíço. Estava ali, me encaminhando para uma viagem nas montanhas e... sem tênis próprio para isso. A Andrea ficou preocupada de verdade. Fui com um tênis comum, ué! Para mim, mais do que normal, mas para a maioria dos suíços, é motivo de preocupação. Suíços não jogam bola espontaneamente, não mesmo, tem que ter o time formado, o uniforme, caneleira, joelheira e sei lá mais o que. Para o hiking, a mesma coisa, eles vão super preparados. Não que eles estejam errados, mas a gente realmente não esperava que fosse ser assim um problema. Afinal, as trilhas na Suíça são todas muito bem sinalizadas e muito seguras. E subir o morro da Urca no meio do mato, pisando no barro e em pedras soltas? Já fizemos de havaianas, várias vezes. Se eu fosse seguir a conduta suíça, usaria tênis de hiking para andar na rua no Brasil, afinal, sempre tem  um buraco aqui, uma pedra solta ali... até cogitei  comprar o tal tênis de hiking quando chegássemos em Lugano para ficar no lado seguro, mas depois que a Andrea me disse que um bom tênis de hiking custaria pelo menos 150 francos, eu desisti mesmo. Afinal, tinha subido em chão de mármore na Acrópole com aquele meu tenizinho, ele ia dar conta. 

Chegamos bem cedo a Bellinzona. As principais atrações da cidade parecem ser mesmo os três castelos medievais - Castelgrande, Castello di Montebello e Castello di Sasso Corbaro. Dos três, visitamos os dois primeiros. Fomos os primeiros a chegar no Castelo di Montebello naquele dia. A mulher da recepção era uma brasileira, então, acabamos falando mais português do que alemão, italiano ou inglês. Este castelo era pequeno e abrigava um museu ao longo de muitos andares de uma das torres. Era um pouco cansativo e, na verdade, nada de muito imperdível. Então, fomos logo para o segundo castelo, o maior deles - Castelgrande, com um espaço externo enorme, e já cheio de gente. Passeamos um pouco pela parte externa, tivemos uma boa vista de toda a cidade (ou boa parte) e depois descemos. Andamos mais um pouco pelas calçadas da cidade histórica, ocupadas por um mercadinho de rua muito fofo e depois voltamos a estação de trem. Encontraríamos Diane no próximo trem para Lugano.











Chegamos a Lugano e fomos direto passear pela beira do lago Lugano. O clima era diferente realmente do que vemos na parte alemã e não só pelo dia ensolarado que fazia. Linda cidade. E apesar de ser a maior da parte italiana, me pareceu bem bucólica. O lago de Lugano, na beira de montanhas, é a principal atração e andar por ali, numa época tão cheia de cores, foi muito agradável. As meninas quiseram parar em uma "área de banho" para nadar um pouco. Essas áreas são privativas, ou seja, só pode nadar naquele cercadinho do lago quem pagar os sete francos de entrada. A única vantagem disso é você ter um banheiro e um espaço para vestuário. E daí veio a minha segunda bola fora do dia. Eu não tinha levado biquini. A gente até tinha comentado sobre talvez nadar no lago, mas achei que teríamos muito pouco tempo e decidi por não levar biquini. Na verdade, eu acho que estava tão cansada da viagem da Grécia que não tinha nem muita energia para nadar no lago. Entramos com elas e nos sentamos no deque, tomando um solzinho. O Dani até conseguiu tirar um cochilo. 




Quando saímos de lá, passeamos um pouco pelas ruas do centro histórico - cheias de gente, mas livre de carros ou qualquer outro transporte. Depois disso, fizemos umas compras pro dia seguinte e daí veio a terceira bola fora. Eu e Dani definitivamente não entendemos desse tipo de viagem. Ficamos super felizes porque conseguimos colocar roupas pros dois em apenas uma mochila. Ora, afinal, eram menos de três dias, não precisávamos de tanta coisa assim. Além disso, na nossa cabeça, era uma viagem de aventura, explorando as montanhas, não precisávamos levar mil opções para diferentes eventos. Mas cada uma das meninas trazia uma mochilona que ia quase até o pé. E eu achando que elas estavam exagerando e elas não entendendo como conseguimos colocar tudo naquela mochilinha. Depois entendemos que, além obviamente do tênis de hiking e do biquini que não havíamos levado, também não tínhamos trazido toalha e nem chinelo (o que, segundo elas, é normalmente obrigatório em hostels). Ok, sem o chinelo eu até poderia passar, mas sem a toalha era impossível. Compramos então uma toalha no Coop.

 Então, seguimos para o hotel. Ficaríamos em um hostel muito bom - um albergue da juventude - que a Andrea tinha reservado aqui. Era a poucos minutos de ônibus da estação de trem principal, mas a sensação era de estar bem no meio do campo. O hostel em si era uma delícia, uma área verde enorme ao redor, com quartos limpos e bem silencioso. Eu e Dani ficamos num quarto duplo com banheiro privativo e saída para o jardim. E com toalhas disponíveis sem custo adicional. Na verdade, era um quarto quádruplo, reservado para duas pessoas apenas. Então, não havia cama de casal, apenas duas beliches. Nos ajeitamos por ali, tomamos um banho e nos arrumamos para sair para jantar. As meninas queriam procurar um tipo de restaurante característico daquela região chamado grotto. Eu não entendi direito a diferença desse restaurante para os normais, mas gostei da ideia. Havia algumas  sugestões no quadro informativo do hostel e resolvemos seguir uma delas.

Caminhamos até lá, mas foi difícil encontrar. Ficava bem escondido. Ficava no lindo quintal de uma casa. Muito aconchegante e interessante. Comemos massa e tomamos um vinho da região. Lógico que não é um programa que eu e Dani costumamos fazer, afinal, o padrão suíço sai bem caro. Mas aquela viagem era diferente, não éramos só os dois, e valeu a experiência. Ficamos lá até tarde e quando chegamos no hotel, fomos dormir logo, estávamos muito cansados.

No dia seguinte, acordamos relativamente cedo (para os nosso padrões, meu e do Dani, estava até atarde - umas oito horas), tomamos café no hotel (uma delícia!) e partimos para o centro de Lugano, onde pegaríamos o ônibus para Tirano, dando início a rota do Bernina-express! A viagem dura em torno de três horas e é linda (tá  ficando chato isso já), boa parte contornando lagos aos pés das montanhas e cidadezinhas bem pequenas, com um ar romântico, exatamente como imaginaria o interior da Itália. Tivemos uma parada rápida em uma dessas cidades para um café e banheiro. Conversei com a Diane no caminho e ela me disse que ficasse tranquila em relação aos tênis de hiking, que aonde íamos, podia-se fazer hiking até de salto alto. Foi o que imaginei.




Chegamos a Tirano e muita coisa na cidade se referia a sua inclusão no famoso  trajeto - desde cartões postais e souvenirs, até indicações turísticas na rua. Afinal, era dali que saía o trem bonitão, panorâmico, que fazia a rota. Nós podíamos passear o quanto quiséssemos, considerando-se que tínhamos o ticket diário para usar a vontade. Isso era uma grande vantagem, não se preocupar em perder trem ou coisa do tipo. Caminhamos pela cidade, que pareceu ser bem pequena (tem menos do que dez mil habitantes) e visitamos a Basílica da Madona di Tirano, a principal atração da cidade, junto com a Madona de Tirano. A cidade é conhecida pela aparição milagrosa da Nossa Senhora lá pros idos 1500. Ficamos encantados e surpresos em perceber como uma igreja pequena, em uma cidade pequena, poderia ser tão linda. Cheia de detalhes e muito bem cuidada. 











 Paramos também em uma pracinha para comer uns sanduíches  que havíamos preparado e seguimos para a estação de trem para pegarmos o próximo Bernina-Express que partisse. Para a nossa sorte, já havia um por lá, esperando para partir. E foi aí que descobrimos uma das coisas mais legais  da viagem de trem. O nosso vagão pobrinho, sem janelas panorâmicas ou nenhum tipo de luxo, tinha uma vantagem fantástica sobre o super-caro: janelas que se abriam! Foi muito legal poder ter a possibilidade de colocar o cabeção pra fora num dos trajetos mais lindos da Europa. Muito mais legal do que ter janelas panorâmicas, na minha opinião. Eu não posso falar das vantagens do passeio panorâmico, mas ir de janelas abertas foi demais! E o mais curioso é que o tal vagão de janelas panorâmicas é muito muito muito mais caro.  Na verdade, a nossa viagem poderia ter sido ainda mais barata (e bem barata mesmo), se quiséssemos planejar tudo bonitinho, comprando o bilhete para cada trem com horário marcado, porque aí, compraríamos o supersaver ticket pela metade do preço. É muito mais legal ter a espontaneidade, é claro, mas se a pessoa quiser muito fazer o passeio e pagar o mínimo possível, ter horário marcado também não é nenhum fim de mundo. Aliás, sempre fizemos isso. Provavelmente, se nesse passeio fossemos só eu e Dani, é o que teríamos feito.

O trem partiu e eu e Dani já enfiamos nosso carão na janela. Nosso vagão estava vazio,o que significa que não tivemos que disputar lugar. Para sair de Tirano, ele passou bem no meio da cidade, contornando a igrejinha, e as pessoas olhavam curiosas. O Dani tava tão animado que sua principal diversão era acenar para as pessoas na rua, como se fizesse parte do protocolo, se está dentro do trem, dê tchauzinho. Mas é o que dá  vontade de fazer mesmo quando o trem vai passando e as pessoas param animadamente para olhá-lo.

No caminho a Pontresina, passamos por lugares lindos no meio das montanhas, parecido com a paisagem que vimos na ida a Davos. Passamos também por cima de pontes altíssimas e bem famosas cruzando os alpes. O lugar mais lindo, onde o trem inclusive parou por alguns minutos, foi a estação Ospizio Bernina, o ponto mais alto do passeio - 2.253 metros de altura, ao pé de uma geleira. Lá em cima, em pleno verão - início de julho - tinha neve cobrindo o pico das montanhas e estava bem gelado. Vale ressaltar ainda  que o ar puro que se respira nos alpes é perceptível. Pode parecer meio brega, mas realmente estar naquela paisagem idílica, silenciosa, respirando ar puro, traz realmente uma sensação de paz. Para completar o visual, também vimos muitas vacas caminhando por ali num hábito típico alpino. No verão, os pastores levam seus animais para pastarem nos alpes e retornam aos vales em setembro. Dizem que esta é uma estratégia muito antiga (antiga mesmo) que os alpinos usavam para preservar os vales e assim tivessem da onde tirar alimento durante os meses do inverno. Talvez hoje em dia isso seja mais uma tradição do que realmente uma necessidade de alimento no inverno. Mas foi bem bonito presenciar as vacas nos alpes, quase emocionante, eu diria.
















Chegamos a Pontresina e o ar estava gelado, uma diferença brutal para Lugano, é claro! O nosso hostel era exatamente na frente da estação de trem. Era um hostel da mesma rede que o de Lugano, mas mais caro, provavelmente, porque nada nas montanhas é muito barato. Dessa vez, ficamos em um quarto duplo privado, mas com banheiro no corredor. Era a primeira vez que ficávamos em um lugar com banheiro compartilhado. Mas até que foi bem tranquilo, o hostel não parecia muito cheio, era silencioso e os banheiros bem limpos. 

Pontresina fica no cantão Graubünden, numa ensolarada região cercada por montanhas chamada Engadine. Pelo que vejo, essa região é uma das preferidas dos suíços, pelo menos da parte alemã. Falam com maior carinho do lugar, tanto pra esquiar, fazer hiking, comer  - e, sim, há comidas típicas só daquela região, como a deliciosa torta de nozes. E nessa região, a gente finalmente teve contato com a quarta língua falada na suíça o 
Rätoromanische ou romanche. É claro que hoje em dia todos falam um segundo idioma e todas as informações estão também disponíveis pelo menos em alemão. Mas foi interessante, tive a sensação de estar conhecendo uma parte mais intocada da Suíça, com tradições mais visíveis. Outra coisa bacana que, segundo as meninas, é bem típico de Engadine, são as portas e janelas decoradas, parecendo saídas de contos de fadas. A cidade de Pontresina pareceu minúscula e pudemos andar pela rua principal várias vezes. As meninas escolheram um restaurante bem bonito para jantarmos. Eu comi uma röstie de legumes  e o Dani uma polenta. Delicioso e, apesar de ser nas montanhas e parecer bem chiquezinho, não era mais caro do que qualquer outra coisa em Zürich. Vamos dizer que em um lugar onde o kebab custa pelo menos doze francos, dezoito  francos em um restaurante relativamente chique não é lá tão caro. 




O dia seguinte, nosso último dia, amanheceu chuvoso. Isso poderia parecer desanimador, mas não fazia sentido deixar de passear. Além disso, era uma chuva chatinha, mas fraca, dava para encararmos. Pegamos um trem para uma região ali bem perto (apenas umas duas paradas), chamada Morteratsch, onde havia um caminho que nos levaria a uma geleira. O caminho era curto e fácil e, realmente, poderia ser feito de salto alto, mesmo com chuva. E a recompensa era estar de cara com o gelo eterno. Seguimos por uns trinta minutos em uma trilha bem aberta. Ao longo da trilha, havia plaquinhas com anos indicando a época em que a geleira ia até aquele determinado ponto. Fiquei chocada em ver o quanto o gelo diminuiu em dez anos! E finalmente chegamos a geleira. Não podíamos chegar tão perto a ponto de tocá-la, porque pode ser perigoso. Mas a visão é incrível, principalmente se pensarmos que estávamos no auge do verão e aquele gelo nunca derretia. 




Na volta, já não chovia mais e resolvemos voltar caminhando mesmo. Até porque o trem não passava ali com muita frequência e, no fim, acabaríamos esperando o mesmo tempo. O Dani ficou super feliz, porque aproveitou pra treinar bastante o alemão com a Diane, que teve a maior paciência de ensinar várias coisinhas. Quando chegamos de volta a Pontresina, pegamos nossas coisas no hostel e partimos. Estávamos voltando a Zürich, mas como seguiríamos também propositalmente parte do trajeto do Glacier-express (cujo trajeto completo vai de Zermatt a St. Moritz), seriam aproximadamente seis horas até que chegássemos, parando em diversos vilarejos para trocar de trem. Passamos por mais pontes altíssimas e túneis intermináveis. A minha parte preferida da volta foi o Grand Canyon suiço ou Rhine Gorge. Eu tinha a maior vontade de ver e não esperava que fosse ser nessa viagem. São montanhas aglomeradas, brancacentas, moldadas pelas águas do Reno, que passa por ali, bem diferente de outras coisas que já vi. Confesso que a essa altura, eu já estava muito cansada mesmo. Fiz um esforço para curtir e fotografar o Grand Canyon. O Dani chegou a cochilar. Depois da maratona que começou em Atenas, estávamos realmente acabados. A chegada a Zürich foi em torno de nove da noite e o dia seguinte seria de trabalho. 





Nenhum comentário:

Postar um comentário