quarta-feira, 9 de abril de 2014

Bichos escrotos... ou nem tanto

E toda vez que chove em Zürich, parece que há chuva de minhocas também. Elas não conseguem respirar nos seus buracos e são obrigadas a fugir, explicou a Diane. Gente, posso ser muito leiga no assunto, mas no Rio também chove e não vejo essa minhocada toda pelo chão. Hoje a chuva foi forte e até um caracol gigante eu vi. 

Além das minhocas, descobri que, com a primavera, aparece uma fartura de outros bichos. O primeiro e assustador foi a abelha gigante. Para mim, uma abelha gigante e peluda. Mas, segundo a Andrea, é um bicho inofensivo e, se for macho, você pode inclusive fazer carinho, como se fosse um pet. Sim, ela descobriu isso num parque quando era criança. E as abelhas gorduchas estão em toda a parte, pra lá e pra cá, polinizando e polinizando. A Andrea me mandou ter cuidado com as vespas, essas sim  podem machucar. Aí eu sei. Tenho uma terrível história de picada de vespa.

Bem, além das minhocas, caracóis, abelhas gigantes e vespas, o pessoal falou também das aranhas, como se fosse uma coisa super corriqueira por aqui. E eu nunca tinha visto nenhuma. E não é que na mesma semana desse papo eu vejo várias aranhas, pequeninas e peludinhas na lavanderia?! Bastou para a minha neurose: elas estariam nas minhas roupas e em todo lugar. Além das pequeninas, tinha uma grandona, a rainha talvez. E lá ia eu para a lavanderia cheia de medo, olhando para todos os cantos, como se as tais aranhas fossem me atacar de repente. Não, dizia a Andrea, são inofensivas. Mas a Andrea não é parâmetro.  Ela levou pra casa uma aranha grande e peluda na época da escola depois de um experimento. Se não tivesse levado, a pobrezinha teria sido sacrificada. Segundo ela, a aranha viveu três anos e morreu pois ficou deprimida, já que não podia se sociabilizar ou copular. Parou de comer e uns meses depois morreu. Ah, e além da aranha de estimação, a Andrea cria duas cobras em casa. Definitivamente, a Andrea e eu não estamos no mesmo pacote no quesito bichos assustadores.

Mas, de tudo isso, o que me foi fortemente recomendado foi o cuidado com os carrapatos. São perigosos porque podem transmitir doenças para nós. Falaram que, vez ou outra, depois de uma inocente ida ao jardim, você volta lotado de carrapato pelo corpo. Vai a Áustria? Ixe, toma cuidado!! Lá tem muitos parques com carrapato! Uma das meninas foi a África certa vez e, antes disso, ao se apresentar para tomar as vacinas necessárias, o médico, por coincidência africano, disse ter mais medo dos carrapatos da Suíça do que de Malária ou Febre Amarela. Gente, quem sou eu pra questionar, ms até agora, não vi um sequer. Aguardemos a temperatura esquentar um pouco mais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário