quarta-feira, 9 de abril de 2014

Luzern



No primeiro fim de semana dos meus pais aqui, ficamos tentando decidir aonde ir. A gente queria conhecer outra cidade. Eles estavam, é claro, super animados. Eu e o Dani também estávamos também animados, mas um pouco (ou muito) cansados da semana. Eu tinha ficado as voltas com os meus pais após o trabalho e ainda tive o apero da Mila, em Stäfa. O Dani tinha começado o curso de alemão, estava acordando mais cedo do que o normal e tentando conciliar com a rotina de estudos. Nenhum dos dois tinha dormido o suficiente naquela semana.

Assim, após meus pais concordarem, resolvemos ir a Luzern, uma das cidades mais turísticas da Suíça, com a vantagem de ser aqui pertinho e não precisar de muito tempo para ser visitada. Acordamos não muito cedo, em torno de umas 8:30 e pegamos cinquenta minutos de trem até lá. Dentro do trem, meu pai começou a querer tirar foto de tudo. Eu também adoro as viagens de trem, são as minhas preferidas, e também adoro registrar esses momentos. Mas o meu pai tirou tanta, mas tanta foto,que na metade do dia, a bateria da máquina foi-se embora. Por sorte, além do meu celular (atualmente utilizado como máquina fotográfica principal), eu tinha levado comigo a minha máquina fotográfica, porque a gente nunca sabe quando a bateria vai acabar (Vide minha frustração no Carnaval de Basel). 

Como de costume, a primeira coisa que fizemos assim que chegamos a Luzern foi buscar o ponto de informações turísticas e o mapa da cidade. Para o azar do Dani, que estava doido para praticar um pouco de alemão, a mulher que nos atendeu sabia falar português e foi muito gentil, explicando tudinho pra gente no mapa (a mesma coisa aconteceu durante a semana com a caixa do supermercado, que ficou super feliz em poder nos atender em português). 

A cidade não era grande e daria pra gente percorrer tudo com calma. Quer dizer, desde que meu pai se convencesse de que, talvez não fosse possível fotografar tudo. Mas, na maior parte do tempo, nem precisei usar minha chatice. A cidade é bem bonita. Meu pai disse estar se sentindo, de fato, na Suíça.  Disse que Zürich era muito linda, mas muito moderna. Eu não achava, achava, ao contrário, o centro histórico de Zürich bem bonito e, aparentemente, antigo. Mas, é claro, uma cidade menor acaba sendo, muitas vezes, mais aconchegante, porque depois de algumas horas, você já se sente local.

Os pontos principais de Luzern eram duas Igrejas; uma ponte de madeira com a Torre D'água (que, segundo o guia, já havia sido cenário de torturas) e que fica encravada no meio do rio; a fortaleza, que protegia a antiga cidade; a estátua do leão deitado, o museu de artes e, é claro, as margens do lago. Normalmente, as montanhas podem ser vistas da cidade, mas, nesse dia, o céu estava nublado e isso não foi possível. 

A  gente andou pelo lago, depois pelo rio, atravessamos as pontes, subimos nas torres da fortaleza e visitamos as igrejas. Ficamos impressionados com a cor transparente da água do lago. Mesmo nas partes mais fundas, era possível enxergar o chão. Meu pai aproveitou e tirou mil fotos dos cisnes e marrecos que nadavam por ali, além de mil fotos de cada metro da cidade. Luzern é realmente linda e estava muito cheia de turistas, principalmente japoneses. Além dos pontos turísticos, as praças e becos antigos eram muito charmosos. A cidade toda, assim como Zürich, já estava completamente florida. A primavera parecia ter chegado de verdade e as paredes, canteiros e, às vezes, até as calçadas, estavam cheias de cores. Eu não me dava conta na diferença que faz uma rua florida até dar de cara com uma, ou melhor, várias ruas floridas. 

Continuando a caminhada, depois de subir e descer as intermináveis torres da fortaleza, fomos atrás da estátua do leão. Um homem bem atencioso percebeu nossa confusão com o mapa e nos ofereceu ajuda. Ele aproveitou e, muito simpático, nos explicou a história do famoso monumento. O Leão havia sido feito em homenagem aos soldados suíços que protegiam o Rei da França, Luis XVI, do Exército Francês. Acontece que o Exército Francês queria a cabeça do Rei de qualquer jeito e  acabou dando cabo de todos os soldados suíços. De fato, o tal Leão tem uma expressão meio sofrida.

No final do dia, já estávamos cansados e com um pouco de frio. Chegamos meia hora antes a estação e sentamos para esperar o trem. Meu pai continuou com as fotos pra lá e pra cá. Concordo que não se economiza fotos de máquina digital, desde que você confie na sua bateria. A vantagem dos dias de hoje é que, além da máquina, todo mundo carrega um celular que tira foto. E meu pai nem precisou lançar mão do dele, já que eu tinha levado a uma máquina como reserva. 

A volta de trem foi tranquila e, pra mim, pareceu mais rápida do que a ida. Fechamos o dia com uma deliciosa e fofa pizza e finalmente descansamos. A manhã seguinte seria sem hora para acordar. 





























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