Davos foi a última viagem que fizemos com meus pais aqui. Teve um clima meio de despedida. Eu estava mesmo há um tempão querendo organizar um passeio assim às montanhas. O pessoal da faculdade não me perdoava por não ter ido ainda. É um orgulho grande pra eles aquela paisagem. Então, escolhemos Davos, porque ouvi dizer que além de muito bonita, tinha um vilarejo agradável também, não era apenas um lugar pra hiking e ski. Como a cidade era bem pequena, não precisamos madrugar e acabamos pegando o trem depois das dez da manhã.
O caminho para Davos já compensou toda a viagem de tão lindo. O trem passava por dentro dos alpes e a gente podia ver as montanhas esverdeadas e floridas. Acho que nada me parece mais suíço do que esse tipo de paisagem. Chegamos lá e descobrimos que bem que poderíamos ter comprado passagens para Davosplatz e não Davosdorf, como havíamos feito. Alguém havia me dito na faculdade que Davosdorf seria a estação mais central, mas não parecia. Talvez na temporada de inverno, mas não tenho certeza. Além disso, era feriado e a cidade estava completamente vazia. Nem o imã da cidade para a minha coleção consegui comprar e tive que me contentar com um adesivo feio que consegui no serviço de informações na estação de trem.
De qualquer forma, a cidade não era tão grande e a graça mesmo estava em curtir o visual alpino. Por isso, seguimos pela rua principal até chegarmos num funicular, que nos levaria pro alto de uma das montanhas. Caminhamos bastante lá em cima, fomos até a cachoeira que desce dos alpes e fotografamos vistas espetaculares. Até mesmo minha mãe, que não gosta muito de caminhadas, fez todo o trajeto bem motivada. Voltamos para a cidade a pé mesmo, a descida era demorada, mas bem fácil. Quando nos demos conta, havíamos passado horas passeando pela montanha. Quando chegamos lá em baixo, comemos alguma coisa e caminhamos para a estação. Minha mãe já ficou por lá, mas eu, meu pai e Dani ainda caminhamos um pouco ali por perto, onde havia uma espécie de rio (acredito que artificial), com águas que vinham das montanhas, verdinhas verdinhas.
Fechamos a estadia dos meus pais com chave de ouro. Eles saíram de lá muito felizes e até com o coração apertado, porque já no dia seguinte, voltariam ao Brasil.



















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