Contei para a Andrea que tinha ido a Lichenstein.
- Onde?!
- Lichenstein. Falei umas três vezes e ela não sabia onde era.
Descrevi o lugar: - O principado, Andrea, entre a Suíça e a Austria. Um dos menores países do mundo e tal. Hein? Lichenstein, oras!
- Ahhhhhhhhhhh, LiRRenstein!!
Claro, o "ch" tem som de ''dois erres'' por aqui!
Aí eu descobri que Lichenstein é um lugar de gente muito rica, que você só pode morar lá se for muito rico, ou nascido lá ou casado com alguém de lá, é claro. Não basta trabalhar em Lichenstein. Tem que ser rico. As pessoas que trabalham lá, moram na Suíça, disse ela. Talvez isso explicasse o clima pacato da cidade em plena tarde de sábado ensolarada.
Chegar a Lichenstein de Zürich é muito fácil. A gente pegou um trem para Sargans (passamos por paisagens deslumbrantes) e, de lá, um ônibus comum até Vaduz, capital de Lichenstein. Demorou pouco mais de uma hora. Levamos sanduíches e petiscos, porque, diziam, lá é muito muito caro, não dá para comprar um alfinete. Quando chegamos, o lindo dia de sol ficou ainda mais lindo com o visual dos alpes circundando toda a cidade. As ruas ainda estavam bem vazias e silenciosas. Vaduz parecia uma cidadezinha de interior saída de um filme, com casinhas no mesmo padrão da Suíça, uma igrejinha pequena e um castelinho no alto de um morro. Andamos pelo centro da cidade, paramos para tirar foto, curtimos a paisagem e, em mais ou menos uma hora, já tínhamos andado por tudo no centro da "nervosíssima" Vaduz. Comprei o meu imã e descobri que 90% das coisas a venda nas lojas de Souvenir são lembranças da Suíça, incluindo bandeiras e camisetas.
Era hora, então, de ir até o castelo. Subimos o morro caminhando, não era muito alto. Ao longo do caminho, a vista dos alpes ia ficando mais e mais linda. O castelo não estava aberto para visitação, mas é sempre bom ver um castelo, ainda mais sabendo que ele continua na "ativa", que o Príncipe de Lichenstein mora lá. Um fato curioso foi que no quintal do castelo havia uma cadeira com uma TV de tubo de umas 20 polegadas. E eu nem sabia que ainda existiam televisões de tubo por aqui. Acho que o Príncipe de Lichenstein é old-fashioned.
Descemos de volta para a cidade e ficamos ainda esperando um tempo pelo ônibus de volta. Nos finais de semana, os intervalos são maiores, então, tivemos que esperar um bom tempo até chegar o próximo. Resolvemos saltar no meio do caminho, ainda em Lichenstein, para ver mais de perto um mini-castelo e uma linda igreja que avistamos do ônibus. Caminhamos por um parque em volta da igreja lindo de morrer. Uma calmaria absurda. Eu não conseguia imaginar as pessoas realmente morando ali.
Esperamos mais um bocado pelo próximo ônibus e, com o fim de tarde, o tempo foi ficando mais friozinho. Ainda daria tempo de darmos umas voltas por Sargans. Sargans também é circundada pelos Alpes e tem um castelinho próprio. A cidade estava bem animada, cheia de pessoas indo esquiar e alguns grupos começando a comemorar o Carnaval. Subimos a ladeira do castelinho e tiramos fotos da bela vista da igreja. Mas infelizmente não dava mais tempo de passearmos muito. Era quase hora do nosso trem de volta.




























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