Depois de deixarmos as coisas no hotel, fomos dar um passeio na cidade. Não poderíamos ter tempo para descanso, porque no dia seguinte pela manhã, pegaríamos o ônibus para Edimburgo. E continuava a chover e fazer bastante frio. Pelas coisas que havia lido, não havia muito de turismo para se fazer em Glasgow. Algumas pessoas odiavam a cidade e outras relatavam como era legal conhecer cidades que estavam fora do circuito normal de turismo. Uma das coisas que me chamou a atenção foi o fato de Glasgow possuir uma Igreja do ano de mil trezentos e alguma coisa, que tinha resistido a época da Reforma e blá blá blá. O Dani também se interessou e então foi o primeiro lugar ao qual resolvemos ir. E todo o cenário parecia de um filme de terror. Chegamos na tal Igreja, debaixo de chuva, vento e muito frio. Um cemitério ao redor e umas árvores que ficaram assustadoras com aquele cenário. A Igreja parecia ser tão velha quanto, de fato, era. As paredes do lado de fora eram escuras (como quase tudo em Glasgow, aliás) e, do lado de dentro, se entrava num imenso espaço vazio e absolutamente silencioso, até que se chegasse ao salão seguinte, onde se encontravam o altar e os bancos. Tudo escuro. No subterrâneo, várias tumbas de pessoas importantes da época. Para mim, foi a coisa mais interessante e turística de Glasgow.
Saímos dali e fomos caminhar pelo centro. Como qualquer cidade, havia a Câmara Municipal, a Prefeitura, uma Galeria de Artes (com a estátua usando um cone de trânsito como capacete - não, não foi brincadeira de mau gosto de nenhum adolescente)... a cidade em si parece ser bastante sombria e um pouco melancólica. Embora eu tenha lido a respeito de monumentos arquitetônicos modernos super reconhecidos em Glasgow, a minha ignorância total no assunto fez com que os prédios e monumentos antigos chamassem muito mais atenção. No meio deles, uns prédios contemporâneos sem nenhum apelo estético, só umas caixas com janelas, às vezes, grandes demais para o resto em volta. Uma rua linda de pedestres, com lojas caras, cheia de gente fazendo compras de natal, paralela a outra, com lojas baratas, supermercados, calçadas estreitas e as pessoas se empurrando e, às vezes, andando no meio da rua. Foi nessa rua barata que descobrimos a PoundLand, uma espécie de mercado onde todas as coisas custavam 1£! No fim das contas, não tinha muita coisa útil para a gente naquele momento, mas adoramos a ideia! Compramos um adaptador para as tomadas do Reino Unido (No hotel, você pagava 3£), uns chocolatinhos e um guarda-chuva. Almoçamos num restaurante asiático, onde a comida tinha muito gosto de limão e o Dani bebeu um chá que mais parecia água suja e tinha gosto de pano de chão. A essa altura, me parecia que os escoceses ficavam meio impacientes quando percebiam que a gente não entendia bem o que falavam, mas a maioria não se esforçava lá essas coisas para ser entendida. Quando caiu à noite, a cidade foi ficando enfeitada com as luzes de natal e ficou mais bonita. Fomos a feira de Natal, talvez a última que veríamos este ano. As pessoas lá pareciam felizes e animadas.Voltamos para o hotel quando a cidade já estava deserta. Bebemos umas cidras e dormimos.
Na manhã seguinte, antes de pegar o ônibus para Edimburgo, fui a caça do imã de geladeira de Glasgow para a minha coleção. Por incrível que pareça, não foi uma coisa muito fácil. Glasgow não tem muitas lojas de turismo e eu tento seguir um padrão para os meus imãs de cidades: compro sempre um imã simples, com a foto de um dos lugares que mais gostei em cada cidade. Nada de brilho, auto-relevo ou furta-cor. Para Glasgow, já estava quase abrindo mão desses detalhes só para garantir o meu imã. Mas não foi preciso, acabamos encontrando uma lojinha vendendo coisas da Escócia, onde em meio a souvenirs de Edimburgo, das Highlands e de coisas em xadrez, achamos alguns imãs de Glasgow. Agora, era só partir para Edimburgo.





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