sexta-feira, 21 de março de 2014

Strasbourg

Pegamos duas horas de ônibus, mais uma hora e meia de intervalo em Freiburg e mais uma hora de ônibus até chegarmos a Strasbourg. Mas valeu a pena. A cidade é linda linda. As pessoas tinham comentado, eu não levei fé, mas é verdade que o clima muda um pouco quando você entra na França, mesmo sendo do lado da Alemanha. 

Pra começar, não achamos os franceses nada esnobes por ali. Muita gente comentou isso, mas talvez a experiência em Paris ou outra cidade grande seja diferente, porque as pessoas nunca tem muita paciência, estão sempre correndo e estressadas com a vida de cidade grande. Strasbourg foi o contrário, todo mundo foi super hospitaleiro e falante. A primeira foi a mulher do atendimento ao turista, onde pegamos um mapa da cidade. Tudo bem, ela trabalha com os turistas, tem que ser atenciosa. Mas não era só isso. Se deixasse, ela ficaria o dia inteiro, explicando detalhadamente cada ponto da cidade. Sei disso porque esperamos um tempão até ela explicar tudo, na maior paciência, pro cara na nossa frente na fila. O Dani já me cutucou logo, "não pergunta nada não. Vamos pegar o mapa e sair se não ficamos aqui até amanhã"

A cidade é toda baixa e, de longe, a gente já vê a torre da catedral. Fomos andando pelas ruas. Na primeira praça, o Dani quis ir ao banheiro e, dessa vez, segundo ele, foi banheiro público melhor do que de casa. Tratamos de almoçar logo, porque estávamos morrendo de fome. Finalmente fizemos uma bela refeição por um preço razoável de sete euros: um prato cheio de salada com molho de queijo e batata frita!! Não consegui entender uma palavra que ninguém tenha dito, mas consegui comer bem.

Os mercados de natal começavam a ser montados em várias ruas. Strasbourg é uma das cidades mais famosas no quesito mercados de natal. Infelizmente, chegamos uma semana mais cedo e não conseguimos ver nenhum. Mas tudo bem, porque tivemos bastante tempo para andar pela linda cidade. As casas parecem mini-castelos, tudo é cheio de flores. As pessoas parecem mais bonitas, mais  charmosas. Até nas vitrines eu notei um visual diferente. Queria comprar tudo! A catedral é um dos pontos fortes, muito imponente no meio da cidade e toda feita de umas pedras meio cor-de-rosa. 

Dessa vez, tivemos que ficar em um hotel, porque a viagem era longa e não daria tempo de vermos bem a cidade se voltássemos no mesmo dia. O hotel não era tão próximo nem tão longe. Fomos andando para deixar as coisas. Na verdade, não era um quarto de hotel, mas sim um mini-estúdio, com fogão e geladeira. O banheiro era uma cabine minúscula. Descobrimos ainda que a França não tinha tomadas triplas e não consegui carregar meu computador. Largamos as coisas lá e voltamos pra cidade. 

Cidade pequena é bom por isso, você consegue ver cada pedacinho várias vezes. À noite, as luzes de natal estavam acesas e as ruas ficaram mais lindas ainda. Ao longo do lago (ou rio), vários barquinhos com música, todos iluminados, serviam de restaurante. Um lindo visual. Ficamos sentados de frente pro lago (ou rio) um tempão. As pessoas passavam e nos cumprimentavam. Até os cachorros vinham falar com a gente por conta própria. Compramos um vinho e umas comidinhas e voltamos para o hotel.

Acordamos muito cedo no dia seguinte, porque queríamos aproveitar o máximo. A  volta seria 12:15. Estava muito frio e eu saí com 50 kg a mais em todas as fotos, por causa da quantidade de camadas de roupa. Demos outra volta na cidade, que continuava bem movimentada, apesar de ser domingo. Encontramos um francês vampiro, de sobretudo e botas pretos, cabelão e um oclinhos, carregando um pão no sovaco. Antes de irmos, comemos a tal "Tortê flambê" (algo parecido com isso), que todo mundo recomendou. Aliás, me disseram "uma pra você e outra pro Dani, não divide que você vai se arrepender". Aí a gente ficou de ogro no meio da cidade, porque uma "tortê" dessas é como uma pizza gigante. E comemos na boa, cada um a sua, em, no máximo, dez minutos. Acho que a gente é sim meio ogro.

Voltamos pra  casa mais cansados do que nunca. Dormir fora cansa demais. E ainda tinham as duas ou três horas de pausa em Freiburg. 
Quando chegamos, não quis nem olhar o mercado de natal de Zurich, conforme planejado. Não tinha forças. Ficou pra outro dia.









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