Estava ansiosa para o Natal na Europa. Como disse a Fátima, seria o meu primeiro Natal "branco". E as pessoas daqui levam a coisa realmente muito a sério. Para começar que, no dia 06 de dezembro, tem o tal do Dia de Santa Claus (Samichlaus), uma tradição aqui. Se foram boas durante o ano, as crianças ganham amendoins e gingerbred (um biscoito tradicional em forma de boneco) do Papai Noel (Ops, Santa Claus!). Normalmente, as crianças tem que cantar uma música ou recitar um poema ao Papai Noel. A parte cruel é que as crianças que foram malcriadas ou desobedientes durante o ano poderiam ser levadas pelo saco do Schmutzli, uma espécie de Papai Noel de roupas pretas, saco preto e um aspecto não tão angelical.
Na véspera de Natal propriamente dita, quem traz os presentes são os anjos. Segundo a Eni, os filhos dela ficam tão excitados com esse dia que mal conseguem dormir. E ela tem que, então, virar a noite arrumando tudo para o dia seguinte.
De fato, o clima natalino começa junto com o início de dezembro. Nas salas da faculdade, começavam a aparecer os enfeites e as bandejinhas de comidas natalinas - amendoins, biscoitos natalinos, chocolatinhos, panetone, o delicioso italiano Pandora (Pão de Ouro), etc. As casas também começavam a ficar cheias de luzes, muito coloridas, em diferentes arranjos, formando sinos, renas, velas e todo tipo de motivo natalino. As ruas ficam lindas, lindas, cheias de luzes de natal, fazendo uma chuva de brilho. E não poderia esquecer as pessoas correndo para lá e para cá carregando pinheiros enormes.
Para mim, parecia coisa de filme e eu estava adorando a experiência. Me sentia de fora, que nem visita, observando tudo acontecer.
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